Dou por mim a perder-me entre pessoas. Entro e saio, vou, volto e venho.
É oco. Sem alma, sem mim.
Encontro sítios, percorro as mesmas estradas todos os dias repetidamente, ida e vinda, paro no mesmo local.
Só às vezes me apercebo desta inexistência.
Sem ti aqui, é como se tudo estivesse meio ausente, meio difuso e disforme.
Esta casa perde a vida, num constante mudar.
Eu não mudei, sim? Por vezes acredito que sim. Não gosto deste meu novo eu, pensando-me muito segura e confiante do que faço. Não faço, na maior parte das vezes, nem ideia daquilo que quero manter ou levar avante.
O peito sobe e desce, pequenino.
Nunca pensei voltar ao mesmo, sentir-me frágil, não ter real consciência dos meus actos, não saber já ler alguém.
Se soubesse de início ser assim, o caminho certamente iria levar-me a um local diferente. O que é curioso, porque sempre me soube querer ficar-me aqui.
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