Epilepsia emocional.
Colapso terno de angústia.
Enregelar, emudecer e eventualmente quebrar.
Que horas são? Uma. Que horas são? Uma.
As minhas mãos nunca foram grandes. Sei-me tropeçar, não contei ter de saber cair. Nariz no chão.
Eleva-se o espírito, claro.
Roda outra vez.
Não sei. Está aí alguém? Se sim, quem esperas? E porquê? E desde quando? Ah...
Endoidecer. Repetir números.
Inventar palavras e uni-las em frases como se fizessem sentido por estarem bonitas e direitinhas no papel.
Se pensei seres feito de negrume, hoje de tão frágil não sei de que sou feita eu mesma.
Doem-me os braços por tê-los comigo, pendurados, debruçados.
Fecho os olhos e assim passa.
Amnésia constante, repetição por tentativa e erro.
E se quebrar? Não quebra, é só mais um ataque por falta de inteligência emocional.
Epilepsia corporal.
Se ficar assim, inerte, temo que passe.
Sem comentários:
Enviar um comentário