sábado, 20 de novembro de 2010

Acção - Reacção

O meu universo paralelo, pequenino, despedaça-se em ínfimos pedaços a cada dia que passa. Hoje temo a sua dissolução absoluta.
Do terror, faço força. Do medo, brilhantismo.
Indepêndencia para solidão.
Abdico para saber estar, ainda mais distante se possível.
Chega a franca certeza de que a minha animalidade é difícil de controlar, de fazer domar.
Inhumano.
Tendem a escrever-me letras, palavras nas costas, o sangue escorre e eu, imóvel, não grito.
Percorre-me o pavor social.
Em última análise, preferia nunca ter conhecido, estado e preferido alguém a mim.
Saber com o que contar, não ter de aprender a comportar-me, a adaptar-me.
Ser por ser, sem nunca dobrar.
Detesto a dissimulação, o receio da solidão dos outros e o meu egocentrismo puro.
Pudesse andar por aí tão solta quanto a falsa liberdade que sinto dentro de mim.
Sem desilusões.

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