Uns minutos de silêncio provavelmente eram suficientes. A amnésia que me esvazia, é a mesma que me enche.
Traz-me familiaridade e eu prometo perder-me. Faz-me marioneta, enforca-me contra ti, como se fosse fácil voltar a entrar. Afugenta-me a debilidade que me inunda, faz com que pense mais que fingir, que fugir.
Quebra-me os braços para que te consiga sentir melhor, e deixa que te conte todas as histórias que me fazem lembrar.
Mente-me, eu prometo que tento acreditar. E muda-me. Faz-me crer que sim não implica um olhar distraído, e que querer-te não é ter de focar.
Lembra-me que sentir não é esquecer por dois minutos. E que continuar não significa necessariamente recuar.
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