Consigo olhar as coisas através de outras perspectivas. Pergunto repetidamente, sem obter resposta, acerca do momento em que perdemos o controle sobre a nossa vida.
Todos os hábitos e gestos têm um travo amargo, os risos agridoce, pouco ou nulo é já o sabor de viver inteiramente.
Qual foi o momento de largar? Qual agora o momento exacto...
Perspectivar e ambicionar novos encontros, outros, diferentes, não melhores. Falhanços e gestos propositados.
És verdadeiramente feliz agora?
Invejo tanto a tua posição de escolha... Sempre soubeste que sim. Mas também sabes que ainda que não soubesse onde estás, iria sempre sentir a tua ausência. Onde quer que estejas agora. Quem sabe é este o momento de soltar... Espero que alguém te consiga dar tudo aquilo que eu sempre quis e de alguma forma, por ser quem sou, não pude. Espero que te ame mais que aquilo que eu soube, ainda que não mais do que te amei.
Mas mais que tudo espero que esse momento chegue apenas quando também eu descobrir alguém novo, totalmente novo, e duvido que esse dia vá chegar.
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